sábado, 13 de junho de 2015

Cultura

O hip hop invade a cidade

A première dos espetáculos do festival acontece nesta terça (02/06), com 'Agwa/Correria', da companhia francesa Käfig  (Crédito: Divulgação )

Sete palcos espalhados pela cidade e dedicados à street dance transformaram o Rio de Janeiro, até o dia 7 de junho, na capital da dança urbana. Durante este período, a cidade recebe a quinta edição do Rio Hip Hop Kemp, mais conhecido como Rio H2K. O festival reúne 22 coreógrafos, 14 deles estrangeiros, e centenas de dançarinos, numa maratona de espetáculos, workshops, palestras, mini-colônia de férias para crianças, showcases e batalhas, como são conhecidas as competições de dança. Ao todo serão sete palcos – Theatro MunicipalCidade das ArtesTeatro João CaetanoImperatorTeatro Cacilda BeckerOi Futuro IpanemaCentro de Movimento Deborah Colker, além da Estação Leopoldina

Em 2011, quando surgiu o festival, não existia nada do gênero no Rio. Hoje, o legado do hip hop se prolifera em eventos como Hip Hop Live e Hútuz Rap Festival. Miguel Colker, que dirige o Rio H2K ao lado de Bruno Bastos, comemora. “Eu vejo essa valorização do hip hop aumentado e com cada vez mais pessoas compromissadas trabalhando nesse universo. E quanto mais gente se unindo e trabalhando nesse universo, mais ele vai ganhando repercussão e admiração do público. É fundamental a realização de movimentos urbanos que valorizem as linguagens da rua, onde as pessoas realmente se encontram, e que conectam estas pessoas de diferentes regiões dentro desta mesma cidade”, diz. 

Durante oito dias, o evento apresenta workshops, painéis, bate-papos e masterclasses com os mais importantes coreógrafos da dança urbana mundial, entre eles o americano Miguel Zarate, um dos coreógrafos dos programas America’s Got Talent e The X Factor, já tendo trabalhado com Lady Gaga, Britney Spears e Miley Cyrus, e o dançarino Willdabeast, responsável pelo vídeo de dança mais visto no Youtube, com mais de 50 milhões de visualizações. Estas atividades serão divididas em dois locais: na Estação da Leopoldina, onde acontecem os workshops, painéis, bate-papos, showcase, festas e batalhas, e no Centro de Movimento Deborah Colker, onde acontecem as masterclasses. 

Novidades na programação

A edição deste ano contará pela primeira vez com espetáculos de cinco companhias de danças urbanas: as internacionais KäfigSébastian Ramirez e Brahim Bouchelaghem, e as nacionais Híbrida e Na Batalha, que abriu o festival no último domingo (31/05), com uma apresentação de passinho no Theatro Municipal. A curadoria é assinada pelo francês Guy Darmet, idealizador de um dos maiores festivais de dança do mundo, a Biennale de la Danse de Lyon, e criador da Maison de la Danse. Miguel Colker destaca o trabalho realizado pelas companhias. “Todas são companhias com repertórios incríveis, que achávamos que deveriam participar do festival”.

A grande première acontece nesta terça, 2 de junho, no Theatro Muncipal, com o espetáculo Agwa/Correria, da companhia francesa de hip hop Käfig, dirigida pelo coreógrafo Mourad Merzouki. No primeiro ato, os dançarinos usam copos plásticos transparentes, com movimentos fluentes, acompanhando o ritmo da percussão. No segundo, se utilizam, sobretudo, de movimentos acrobáticos e dinâmicos. A montagem, que é formada somente por bailarinos brasileiros, será apresentada pela primeira vez no Brasil depois de percorrer mais de cem cidades em 17 países.

Outra novidade do festival é o Rio H2Kids, uma colônia de férias para crianças de 4 a 11 anos. As atividades contam com a parceria da Recria, responsável pela colônia de férias do Centro de Movimento Deborah Colker. O objetivo é criar um ambiente lúdico de aprendizado e criação tendo como ponto de partida temas artísticos e estéticos oriundos das danças urbanas.

Para Colker, o diferencial do evento é justamente esta mistura de atrações. “O festival, antes de tudo, é um grande encontro das mais diferentes manifestações dentro das danças urbanas, um encontro de quem dança. Eu acho que esse é o grande trunfo, de, em um período específico, tantas atrações estarem se juntando em uma mesma cidade e em tantos locais. A cada ano o festival cresce, tanto em termos de número de público, quanto de parceiros, de atrações e de quantidade de dias. Para esta quinta edição, são esperadas cerca de 50 mil pessoas”, conclui. 

Comentário:

Eu sou uma pessoa que ama conhecer novas culturas! Se bem que o hip hop tem uma minoria aqui no Brasil,mas eu apoio que os caras fizeram essas apresentações para pelo menos popularizar um pouco mais essa cultura que é tão interessante.Eu quando fiquei sabendo desse show,queria ir,mas é muito longe da minha casa,mas para quem gosta de conhecer novas culturas,ou já conhece o hip hop,eu recomendo ir,pois pelo que eu vi nessa reportagem,vale a pena o ingresso.