sexta-feira, 6 de setembro de 2013

te contei-3º bimestre

Por Brasil respeitado na Copa de 2014, Neymar pede 'alto nível'

Atacante pede que time não se conforme apenas com o título da Copa das Confederações

05 de setembro de 2013 | 14h 08

ALMIR LEITE - Agência Estado
BRASÍLIA - A vitória por 3 a 0 sobre a Espanha na final da Copa das Confederações, conquistada no final de junho, no Maracanã, fechou com chave de ouro a campanha de cinco vitórias em cinco jogos da seleção brasileira na competição. O triunfo resgatou o status do time nacional, que passou a ser visto como um dos grandes favoritos ao título naCopa de 2014, depois de um período em que o Brasil esteve desacreditado.
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Neymar espera que equipe melhore diante da Austrália - Bruno Spada/Divulgação
Bruno Spada/Divulgação
Neymar espera que equipe melhore diante da Austrália
Nesta quinta-feira, porém, Neymar alertou que a seleção não pode se conformar com o título obtido em solo nacional e precisa seguir mostrando aquele bom futebol nesta reta final de preparação para a Copa do Mundo de 2014. Neste sábado, contra Austrália, no Mané Garrincha, em Brasília, a seleção irá reencontrar a torcida brasileira, e o atacante espera que os comandados de Luiz Felipe Scolari possam se redimir da derrota por 1 a 0 sofrida diante da Suíça, na Basileia, no primeiro amistoso da seleção após a conquista da Copa das Confederações.
"Se a gente estiver bem, a gente tem responsabilidade de se manter bem. A seleção brasileira vem bem e todos nós temos de manter este nível alto de futebol", disse Neymar, lembrando que o Brasil precisa seguir vencendo para chegar respeitado e temido pelos adversários no Mundial de 2014. Ele falou sobre o assunto ao ser questionado sobre como os europeus passaram a enxergar a seleção brasileira após a conquista da Copa das Confederações.
"Ainda mais por ter vencido uma final contra a melhor seleção do mundo, eles já te veem com outros olhos. Como disse antes, temos que manter este nível e vencer os jogos, para chegarmos à Copa mais respeitados ainda do que a seleção brasileira já é", enfatizou.
Neymar está confiante de que poderá repetir neste sábado a bela atuação que exibiu na última vez que jogou no Mané Garrincha, onde abriu a vitória por 3 a 0 sobre o Japão, na estreia da Copa das Confederações, com um golaço de fora da área.
"Todo jogo para mim é especial, ainda mais se falando de seleção brasileira. É mais um jogo em que não só eu, mas toda a equipe vai entrar e vai dar o melhor. Espero ser feliz novamente neste estádio, vencendo e vencendo bem", projetou.
SEM FRED E HULK

Neymar está confiante de que poderá jogar bem novamente em Brasília mesmo sem poder contar com a presença de Fred e Hulk, cortados por lesão e que formaram com o astro do Barcelona o trio ofensivo da Copa das Confederações.

"É difícil você perder dois jogadores de muita qualidade, mas temos jogadores que podem suprir essas ausências", disse, para depois falar sobre algumas opções de Felipão para o ataque. "Fred é um excelente atacante, um dos melhores que já vi finalizando, mas já joguei junto com Jô e com o Pato, que são craques também e estão aqui por méritos. Espero que eles possam fazer a diferença também", destacou.
comentário:Daqui a um ano,terá a copa de 2014 aqui no Rio de Janeiro.Eu estou muito animado pois está tendo obras no Rio para receber pessoas de fora,e aqui vai ficar muito mais bonito.Mas o que eu estou mais animado é que meu pai disse que talvez ele me leve para copa ver o Brasil jogar.Eu espero que eu possa ir mesmo e que eu possa ver meu primeiro jogo de futebol num estádio vendo a nossa seleção vencer.

bem estar-3º bimestre

Coração

Música ajuda a melhorar saúde cardíaca

Pesquisa afirma que ouvir música durante a prática esportiva ajuda na manutenção e na recuperação dos vasos sanguíneos

música
Ouvir música em conjunto com um treinamento físico diário foi um tratamento mais efetivo para a saúde cardíaca do que a realização dos exercícios sem o acompanhamento musical (Thinkstock)
Uma nova pesquisa apresentada neste domingo no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, realizado em Amsterdã, na Holanda, mostrou que a audição de música pode ajudar na recuperação de pacientes com doença arterial coronariana. O ritmo e a banda não importam, desde que sigam o gosto musical do paciente — e que a música seja acompanhada por uma série de exercícios físicos.

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DOENÇA CORONARIANA
Também chamada de coronariopatia, é uma frequente doença cardiovascular na qual o transporte que leva o sangue ao músculo cardíaco está bloqueado parcial ou completamente. É provocada pelo depósito de colesterol e outras gorduras nas paredes das artérias coronárias. Embora atinja os dois sexos, acomete os homens em geral dez anos mais cedo e, geralmente, acomete as mulheres após a menopausa. Idade avançada, pertencer ao sexo masculino, e ter histórico familiar na doença na família são alguns dos fatores de risco do problema, que também envolvem hábitos de vida, como tabagismo, má alimentação, sedentarismo e obesidade.
Os pesquisadores já sabiam que a atividade física é uma importante ferramenta para melhorar a função das células endoteliais — que cobrem o interior dos vasos sanguíneos e são responsáveis por criar novas veias e recuperar as danificadas. Por isso, os exercícios costumam fazer parte do tratamento receitado a pacientes que tenham passado por doenças coronárias. "O treinamento físico tem sido usado para melhorar a função endotelial, e é a pedra fundamental de um programa multifacetado de reabilitação cardiovascular. No entanto, pouco se sabe sobre o papel da música na reabilitação desses pacientes”, diz Marina Deljanin Ilic, pesquisadora da Universidade de Nis, na Sérvia, e autora do estudo.
Em sua pesquisa, a cientista avaliou os efeitos da música sobre a recuperação de 74 pacientes com doença arterial coronariana. Para isso, ela mediu o nível em seu sangue de marcadores que indicam a ação das células endoteliais e, portanto, a recuperação de seus vasos sanguíneos.
Os pacientes foram divididos em três grupos. Dez foram submetidos a um tratamento que envolvia a audição de suas músicas preferidas durante 30 minutos por dia, 33 passaram por um treinamento físico aeróbico diário, e outros 31 pacientes foram submetidos a um tratamento que combinava tanto os exercícios físicos quanto a audição de música.
Três semanas após o início do experimento, os pesquisadores perceberam que os marcadores analisados haviam aumentado sua concentração no sangue dos três grupos de pacientes. Os voluntários que obtiveram os melhores resultados — apresentando uma taxa de função endotelial significantemente maior que os outros — foram aqueles que combinaram o tratamento musical com os exercícios físicos.
Eles foram seguidos pelo grupo que utilizou apenas os exercícios físicos e, em último lugar, apareceu o grupo que se utilizou apenas da música em seu tratamento. "Os benefícios da música para a saúde vascular podem ter acontecido por causa das endorfinas liberadas pelo cérebro quando ouvimos as músicas que gostamos”, diz Ilic.
Segundo a pesquisadora, a audição de música pode ser usada em conjunto com os exercícios físicos para melhorar a função endotelial e ajudar na recuperação de pacientes com doenças coronárias. “Não há uma música ideal para todos; os pacientes devem escolher aquelas que aumentem suas emoções positivas e os deixem felizes e descontraídos."
comentário:Todos nós sabemos que os exercícios físicos fazem muito bem para a nossa saúde.Trazem muitos benefícios aos sistemas respiratório e cardiovasculares,fortalecem os nossos músculos, são bons para regularizar o intestino, baixar o colesterol, perder peso e muitas outras coisas.

Agora pesquisadores afirmam que ouvir música nos exercícios ajuda na saúde cardíaca.Isso é muito bom,pois quanto mais a gente descobrir cada vez mais maneiras de melhorar cada vez mais a nossa saúde vamos ter uma vida cada vez muito mais saudável.






                                                                                                                                
  

Educação-3º bimestre

Educação no Brasil



Espera-se que a educação no Brasil resolva, sozinha, os problemas sociais do país. No entanto, é preciso primeiro melhorar a formação dos docentes, visto que o desenvolvimento dos professores implica no desenvolvimento dos alunos e da escola.

O processo de expansão da escolarização básica no Brasil só começou em meados do século XX 
O processo de expansão da escolarização básica no Brasil só começou em meados do século XIX
Ao propor uma reflexão sobre a educação brasileira, vale lembrar que só em meados do século XX o processo de expansão da escolarização básica no país começou, e que o seu crescimento, em termos de rede pública de ensino, se deu no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980.
Com isso posto, podemos nos voltar aos dados nacionais:
O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE). O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação). Professores recebem menos que o piso salarial (et. al., na mídia).
Frente aos dados, muitos podem se tornar críticos e até se indagar com questões a respeito dos avanços, concluindo que “se a sociedade muda, a escola só poderia evoluir com ela!”. Talvez o bom senso sugerisse pensarmos dessa forma. Entretanto, podemos notar que a evolução da sociedade, de certo modo, faz com que a escola se adapte para uma vida moderna, mas de maneira defensiva, tardia, sem garantir a elevação do nível da educação.
Logo, agora não mais pelo bom senso e sim pelo costume, a “culpa” tenderia a cair sobre o profissional docente. Dessa forma, os professores se tornam alvos ou ficam no fogo cruzado de muitas esperanças sociais e políticas em crise nos dias atuais. As críticas externas ao sistema educacional cobram dos professores cada vez mais trabalho, como se a educação, sozinha, tivesse que resolver todos os problemas sociais.
Já sabemos que não basta, como se pensou nos anos 1950 e 1960, dotar professores de livros e novos materiais pedagógicos. O fato é que a qualidade da educação está fortemente aliada à qualidade da formação dos professores. Outro fato é que o que o professor pensa sobre o ensino determina o que o professor faz quando ensina.
O desenvolvimento dos professores é uma precondição para o desenvolvimento da escola e, em geral, a experiência demonstra que os docentes são maus executores das ideias dos outros. Nenhuma reforma, inovação ou transformação – como queira chamar – perdura sem o docente.
É preciso abandonar a crença de que as atitudes dos professores só se modificam na medida em que os docentes percebem resultados positivos na aprendizagem dos alunos. Para uma mudança efetiva de crença e de atitude, caberia considerar os professores como sujeitos. Sujeitos que, em atividade profissional, são levados a se envolver em situações formais de aprendizagem.
Mudanças profundas só acontecerão quando a formação dos professores deixar de ser um processo de atualização, feita de cima para baixo, e se converter em um verdadeiro processo de aprendizagem, como um ganho individual e coletivo, e não como uma agressão.
Certamente, os professores não podem ser tomados como atores únicos nesse cenário. Podemos concordar que tal situação também é resultado de pouco engajamento e pressão por parte da população como um todo, que contribui à lentidão. Ainda sem citar o corporativismo das instâncias responsáveis pela gestão – não só do sistema de ensino, mas também das unidades escolares – e também os muitos de nossos contemporâneos que pensam, sem ousar dizer em voz alta, “que se todos fossem instruídos, quem varreria as ruas?”; ou que não veem problema “em dispensar a todos das formações de alto nível, quando os empregos disponíveis não as exigem”.
Enquanto isso, nós continuamos longe de atingir a meta de alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade e carregando o fardo de um baixo desempenho no IDEB. Com o índice de aprovação na média de 0 a 10, os estudantes brasileiros tiveram a pontuação de 4,6 em 2009. A meta do país é de chegar a 6 em 2022.

comentário:Umas das primeiras coisas que a gente faz quando uma criança nasce é tentar conseguir colocá-la num colégio bom e educativo.É sempre bom que os professores e os alunos respeitem um ao outro.É essencial que as criaças estudem para que um dia elas sejam alguma coisa.Tomara que os colégios continue melhorando cada dia para que temos um bom futuro pela frente.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Cultura-3º bimestre

Catálogo vivo da arte nas ruas
Projeto #StreetArtRio convoca cariocas a registrar a arte urbana de toda a cidade

O grafiteiro Toz colore um muro em Santa Teresa: artista tem obras catalogadas do Jardim Botânico a Rio Comprido  (Crédito: Divulgação)

Pandas rebeldes em Botafogo: muitas das intervenções têm artistas desconhecidos

Palavras de ordem na Lapa: intervenções além do grafite

Marcelo Ment termina uma obra próximo ao Morro da Providência
No Jardim Botânico, uma jovem com os cabelos ao vento observa impassível o andar dos carros, acompanhada por um bebê idoso e um ursinho branco. Já os transeuntes do Grajaú devem ficar atentos a ummonstro assustador, com presas enormes e saltados olhos amarelos. Estes e muitos outros personagens e universos que colorem as ruas e muros cariocas agora têm um ponto de encontro: o site #StreetArtRio, um projeto colaborativo em que os próprios usuários, através do Instagram, mandam fotos de intervenções urbanas na cidade, indicando o local onde se encontram, o artista responsável e a técnica utilizada.

A ideia para esse “catálogo vivo e diário das ruas do Rio” surgiu quando os amigos Rafo Castro, artista, e Marcelo Alves, diretor criativo do projeto, viajaram pela Califórnia, e tiveram dificuldades para encontrar obras urbanas em São Francisco. “Diante desse obstáculo,  procuramos em nossos  smartphones aplicativos ou sites que nos ajudassem a visitar  as obras  e saber um pouco mais sobre os artistas locais. Descobrimos, assim, algumas iniciativas ligadas a Street Art, que possibilitaram a localização das intervenções pelas ruas. Surgiu a ideia: se o Rio de Janeiro é tão rico em intervenções urbanas, por que não viabilizar um projeto semelhante para os cariocas?”, contam os criadores.

O site foi lançado há pouco mais de uma semana, e o aplicativo para celulares será lançado até o final do ano. Nesse curto espaço de tempo, a iniciativa mostra bem como a vida urbana carioca respira arte: até o momento, o projeto já tem cerca de 500 obras catalogadas, de 174 artistas, reunidas graças ao trabalho de 131 Street Art Hunters, como os colaborados que enviam as fotos pelo Instagram são chamados. “O Rafo, que já é um conhecido artista na cena carioca, convidou outros artistas e amigos mais próximos a participar, explicando a iniciativa. Em pouco tempo muitas pessoas já começaram a utilizar a hashtag #StreetArtRio no Instagram, e antes do site entrar no ar já tínhamos mais de 100 obras catalogadas”, dizem.

Arte que não para

Até o momento, as regiões da Zona Norte e do Centro aparecem com o maior número de obras catalogadas. Apesar disso, os criadores chamam atenção para o fato de que ainda é muito cedo para apontar um padrão de concentração da arte urbana carioca. “Onde existem mais pessoas circulando a pé serão os lugares com maior incidência de participação, mas isso não quer dizer que existam mais obras lá. A Zona Sul do Rio tem uma enorme quantidade de obras, porém as pessoas andam mais de carro e fica um pouco mais difícil o registro, por exemplo”, dizem. “Percebemos que a maioria dos cariocas adora as ruas da cidade com intervenções artísticas. O que estamos tentando fazer é mostrar pra essas pessoas que existe uma variedade muito maior de obras e artistas do que elas estão acostumadas a ver. Alguns artistas e obras só serão conhecidos se você visitar determinadas áreas da cidade”.

Uma obra marcada em um determinado ponto hoje, porém, pode não estar mais lá amanhã. A arte urbana tem com padrão a renovação e mudança, seja adicionando novos elementos a uma intervenção antiga, ou mesmo substituindo-a por outra. E um dos objetivos do projeto é registrar todo esse processo. “O bacana da Street Art é justamente esse movimento, essa constante mudança e intervenções em uma mesma obra ao longo do tempo. Um exemplo incrível que ilustra isso é a batalha de Banksy vs. King Robbo em um túnel de Londres, que começou em 1985 e só terminou em 2011. Por conta disso, decidimos que o #StreetArtRio deveria ser uma plataforma viva e que pudesse ser atualizada constantemente”, explicam Rafo e Marcelo. “Nosso objetivo é, no futuro, ter vários registros da mesma obra (ou parte dela) durante o tempo, criando um timeline visual da transformação dos locais da cidade com a intervenção artística constante”.
comentário:Uma das observações que eu faço quando ando de carro ou passeio à pé na rua é que em muitos lugares aqui no Rio tem muitas pichações.Isto é uma coisa que eu não gosto de ver,mas tem um outro tipo de pintura no muro e que é legal,que se chama¨grafite¨.Este eu acho mais legal,porque a pessoa que vai pintar sempre pede permissão ao dono da parede,e eu acho isso muito legal.O mais interessante do grafite ou da pichação é que os dois demonstram,numa pintura,o que os artistas sentem ou vêem,e isso é o que eu acho mais maneiro do grafite.
















quarta-feira, 4 de setembro de 2013

mundo-3º bimestre

Síria

Emprego de armas químicas rompe marco civilizatório

Banimento de agentes tóxicos é um raro consenso e um dos poucos acordos que têm efetivamente funcionado – é o que basta para defendê-lo

Jean-Philip Struck
A ojeriza às armas químicas atravessa os séculos, mas foi só após o trauma da I Guerra Mundial, quando a Europa testemunhou em larga escala os horrores dos gases tóxicos, que os países concordaram em efetivamente bani-las dos campos de batalha.
Este compromisso, atualmente chancelado por 189 países, tem sido razoavelmente respeitado ao longo dos anos. Assim, não estranha que, após estimadas 100.000 mortes na guerra civil da Síria, o massacre de 1.429 pessoas sob efeito aparente de gases tóxicos possa finalmente levar as potências ocidentais a intervir militarmente. Não se trata da macabra contagem de mortes: o veto às armas químicas é uma rara conquista civilizatória, e é o que basta para defendê-lo.
“Nós temos poucos tratados internacionais que regulamentam o uso de armas no campo de batalha. O banimento de arsenais químicos é um dos poucos que efetivamente funcionam”, afirma em entrevista ao site de VEJA o filósofo político americano Michael Walzer, professor da Universidade Harvard e autor do livro Guerras Justas e Injustas (Martins Fontes).
Trauma – Até o advento da indústria química, o emprego de agentes tóxicos era obviamente limitado. Mas já na Antiguidade, gregos e romanos consideravam o uso de veneno um recurso odioso, indigno do bom combatente. Em 1874 e 1899, as Convenções de Bruxelas e de Haia proibiram o uso de venenos e gases tóxicos no front. Nada disso, contudo, impediu o uso em larga escala de armas químicas na I Guerra Mundial.
Em 22 abril de 1915, perto de Ypres, na Bélgica, milhares de cilindros de gás clorídrico produzidos por indústrias como Bayer e Hoechst foram usados pelos alemães contra o exército francês. De efeito asfixiante, o gás provoca queimaduras nos olhos, garganta e pulmões, cegueira, náusea e dor de cabeça. Cerca de 6.000 pessoas morreram dolorosamente. Em setembro, os aliados passaram a usar o mesmo recurso contra as linhas alemãs, até que em 1917 a fórmula foi superada pelo gás mostarda, ainda mais letal. Balanço de guerra: mais de 124.000 toneladas de 21 agentes tóxicos diferentes fizeram estimados 1 milhão de baixas, com 90.000 mortes, segundo Jonathan B. Tucker, autor de War of Nerves: Chemichal Walfare from World War I to Al-Qaeda (Anchor Books).
O trauma da I Guerra Mundial levou ao Protocolo de Genebra, de 1925, que proibiu o uso de arsenal químico no campo de batalha. O texto foi assinado pela maioria dos países envolvidos na guerra e ganhou ainda mais adesões nas décadas seguintes (a do Brasil é de 1970). Em 1993, a Convenção de Armas Químicas, em Paris, ampliou o escopo do tratado de Genebra, proibindo também o desenvolvimento, a estocagem e a transferência de arsenal tóxico. A Síria do ditador Bashar Assad é um dos poucos países que não a assinaram, assim como a Coreia do Norte e o Egito.
O banimento dos gases tóxicos foi relativamente bem sucedido, com notórias exceções: a Itália de Benito Mussolini, na invasão da antiga Abissínia, atual Etiópia, em 1935; o Japão imperial, no ataque à China em 1937; o Egito de Gamal Nasser, no Iêmen nos anos 1960; e o Iraque de Saddam Hussein, contra iranianos e curdos nos 1980. Os nazistas, que tinham os maiores estoques de armas químicas à época da II Guerra Mundial, não chegaram a empregá-las no front, com receio de um revide na mesma moeda, mas recorreram ao gás Zyclon-B no extermínio de judeus.
Até o conflito na Síria, o último registro de uso de gás venenoso em guerra foi em 1988, no Iraque de Saddam Hussein, durante os últimos meses do conflito travado contra o vizinho Irã. O alvo foi a minoria curda em território iraquiano. Em 16 de março daquele ano, uma força liderada pelo general Ali Hassan al-Majid, um primo de Saddam que viria a ganhar o apelido “Ali Químico”, liderou uma ofensiva com bombas de gás Sarin e mostarda contra o vilarejo de Halabja. Estima-se que de 2.000 a 5.000 pessoas morreram.
Tabu – O emprego de armas químicas é tabu – aliás, o primeiro agente da geração de gases de efeito neurológico, descoberto na Alemanha nos anos 1930, recebeu justamente o nome de Tabun. "As pessoas associam as armas químicas a uma morte dolorosa, à asfixia e à dificuldade respiratória", diz Olivier Lepick, autor do livro A Guerra Química de 1914-1918. "Há uma dimensão psicológica muito forte." Ao contrário de um morteiro, um ataque com gases tóxicos não têm alvo determinado, não permite revide e, quando bem sucedido, faz a vítima agonizar sofrida e irremediavelmente.
"Ser atingido por gás venenoso é extremamente desagradável, mas acontece que o mesmo se pode dizer de ser perfurado ou retalhado por pedaços de metal", escreve Steven Pinker, em Os Anjos Bons da Nossa Natureza (Companhia das Letras). Então, por que o tabu das armas químicas vingou? "Uma possibilidade é que a mente humana vê algo distintivamente repulsivo no veneno. "Ao que parece, seja qual for a suspensão das regras normais de decência que permite aos guerreiros fazer o que têm de fazer, ela os autoriza apenas a aplicação súbita e direta da força contra um adversário que tem o potencial para fazer o mesmo. Até pacifistas podem gostar de filmes de guerra ou videogames nos quais as pessoas são baleadas, apunhaladas ou explodidas, mas ninguém parece ter prazer em ver uma névoa esverdeada envolver um campo de batalha e lentamente transformar homens em cadáveres."
Linha vermelha – Há um ano, o presidente americano Brack Obama disse que não toleraria o uso de armas químicas na guerra civil da Síria. Segundo ele, caso Assad usasse seu reconhecido arsenal, estaria “cruzando uma linha vermelha”, ou seja, ultrapassando os limites aceitáveis na condução do conflito travado contra as forças rebeldes no seu país. Obama tem razão em traçar essa fronteira. Mas há uma distância entre reconhecer o uso de gases tóxicos em Damasco – possivelmente gás Sarin – e atacar as forças leais ao ditador.
Em primeiro lugar, embora Barack Obama se mostre convencido da culpa de Assad e danecessidade de uma resposta militar, não está claro por que o tirano cruzaria a tal linha vermelha justamente quando parecia estar em vantagem no confronto com os rebeldes. Em segundo lugar, em uma ofensiva na Síria, os EUA podem acabar somando forças com um inimigo comum ao Ocidente: os jihadistas da Al-Qaeda. Como resume o filósofo Peter Singer, em entrevista ao site de VEJA, "a comunidade global, as Nações Unidas, ou outros poderes capazes de agir têm a responsabilidade de prevenir os piores tipos de atrocidades, desde que isso não leve a consequências ainda piores."

Os agentes dos nervos

Os gases nervosos são os agentes químicos de efeito mais rápido e tóxico. Segundo o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, eles atacam o sistema neurológico impedindo o funcionamento correto de uma enzima chamada acetilcolinesterase, ligada a um neurotransmissor responsável pela ativação de músculos. Dependendo da quantidade de gás, os efeitos vão do corrimento nasal, falta de ar e salivação e sudorese excessiva até convulsões, vômitos, defecação e micção involuntária, paralisia, coma e morte.
Os agentes nervosos são líquidos na condição ambiente, mas costumam ser usados na forma de vapor ou aerossol e dispersados pelo ar, pois assim seu efeito é mais rápido, generalizado e letal.  A maioria dos gases dos nervos - com exceção do VX -, se dissipa muito rapidamente no ambiente, permitindo que sejam usados sem danificar permanentemente o terreno. Assim, as tropas do exército que está realizando o ataque podem invadir a área pouco tempo depois.
Os gases podem ser armazenados já em sua forma final, mas isso é considerado perigoso pelos especialistas. Um modo mais seguro é armazenar os reagentes a partir dos quais os agentes nervosos são feitos, que não são perigosos em seu estado natural. Essa técnica, que é conhecida como tecnologia binária, permite que os componentes sejam misturados já dentro do míssil, instantes antes do ataque. 
Os agentes nervosos foram sintetizados para serem usados como inseticidas, mas, quando sua alta toxicidade foi descoberta, passaram a ser controlados rigidamente. Hoje, são considerados armas de destruição em massa. São quatro os mais conhecidos:

1 de 4

Sarin

Um líquido incolor, insípido e inodoro, solúvel em água. É o mais volátil dos agentes nervosos — e um dos mais tóxicos —, sendo facilmente convertido em gás, o que o torna bastante útil como arma de guerra. Foi descoberto em 1938 por cientistas alemães que estudavam o desenvolvimento de pesticidas. Em 1994 e 1995, foi utilizado em ataques terroristas no Japão
comentário:Está havendo na Síria uma grande guerra que está afetando muitas pessoas inocentes chegando a matá-las.Depois de terem feito um tratado de paz os dois países voltam a guerra.Isto é muito ruim,pois todo mundo fala de ¨paz e amor¨ mas depois acabam matando um ao outro.Eu acho isso muito errado,porque a gente tem que aprender a viver um com o outro para que nós conseguir viver num mundo sem guerra.