segunda-feira, 24 de março de 2014

TE CONTEI 1º BIMESTRE

Nessa quinta se eu não me engano,eu vou poder ir para um ponto turístico muito conhecido no mundo inteiro e que muitos turístas vem do país deles só para ver um jogo aqui. Claro que eu estou falando do nosso Maraca. Eu e meus amigos, no dia 27/03/04 vamos poder entrar no novo Maracanã e poder ver os vestiários,entrar no campo e muitas outras coisas. Eu estou muito animado para isso, pois até hoje eu não pude ir no Maracanã, e agora, eu vou poder ver ele nos mínimos detalhes.


domingo, 23 de março de 2014

MUNDO 1º BIMESTRE

Voo 370

Satélite francês capta imagens de objetos que podem ser de avião desaparecido

Objetos são avistados no sul do Oceano Índico. Desaparecimento do avião completa quinze dias

Mapa divulgado pelo governo australiano indica a região onde os possíveis destroços do voo MH370 foram avistados por satélite
Mapa divulgado pelo governo australiano indica a região onde os possíveis destroços do voo MH370 foram avistados por satélite (Divulgação)
As autoridades da Malásia informaram neste domingo que receberam imagens captadas por um satélite francês de objetos localizados no sul do Oceano Índico, área que concentra há quatro dias as buscas pelo avião da companhia Malaysia Airlines desaparecido há quinze dias. As imagens incluem "objetos potenciais", afirmou o ministro dos Transportes malaio, Hishammuddin Hussein, em comunicado, acrescentando que elas foram transmitidas ao órgão australiano que coordena o resgate naquela região.
Oito aviões e vários navios fazem as buscas em uma área a 2.500 quilômetros a sudoeste da cidade de Perth, na Austrália. Na última quinta-feira, o governo australiano disse que um satélite detectou dois objetos, um de 24 metros e outro de 5 metros, que podem pertencer à fuselagem do avião desaparecido. Neste sábado o governo chinês publicou imagens nas quais pode ser visto um objeto de 22 metros de comprimento por 13 de largura a 120 quilômetros a sudoeste do lugar da primeira imagem.
A Autoridade Australiana de Segurança Marítima, que coordena a operação internacional de busca, aumentou a zona de rastreamento para 59.000 quilômetros quadrados, devido à possibilidade de que os objetos sejam levados pelas correntes marítimas. Um avião civil que participa da operação avistou no sábado uma série de objetos pequenos na região, mas não houve confirmação se eles pertencem ao Boeing 777-200 desaparecido.
O avião da Malaysia Airlines viajava rumo a Pequim quando desapareceu do radar 40 minutos após decolar em Kuala Lumpur, no dia 8 de março, com 239 pessoas a bordo.
(Com Agência Efe) 

Cronologia do desaparecimento do voo MH370

1 de 9

Desaparecimento

Mulher chora enquanto fala ao celular em busca de informações de um parente que estava no avião da Malaysia Airlines
No dia 7 de março, a companhia aérea Malaysia Airlines comunicou que havia perdido o contato com o voo MH370, que decolou do aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, com destino à capital chinesa Pequim. O anúncio foi feito após as autoridades do Vietnã confirmarem que o avião não se encontrava mais em seu espaço aéreo, onde o piloto trocou a última mensagem com os controladores. Segundo o relato inicial da empresa, o Boeing B777-200 transportava 239 pessoas de treze nacionalidades, sendo 227 passageiros, incluindo dois menores de idade, e doze tripulantes.

comentário:Há não muito tempo,ocorreu um acidente de avião na Malásia indo à capital chinesa de Pequim.O avião chamado Boeing B777-200 transportava 239 pessoas como diz a reportagem.O mais triste de tudo é que ninguém sabe como aconteceu esse acidente e acaba intrigando cada vez mas a família,parentes,conhecidos e até o mundo inteiro,pois esse acidente horrível foi o pior acontecido até agora em viagem aérea.Bom,até agora não acharam o avião nem os destroços mas estão mandando helicópteros para vasculhar os locais mais perto do voo do avião.Eu espero que no final disto tudo,tudo fique bem,eu sei que é bem difícil mas o importante é torcer e que no final,as famílias daquelas pessoas fiquem juntas novamente.

Home  »  Revistas  »  Edição 2141 / 2 de dezembro de 2009


ÉTICA E CIDADANIA 1º BIMESTRE

O turismo da bondade

Jovens adeptos do intercâmbio voluntário viajam pelo mundo
para trabalhar em instituições filantrópicas e, segundo eles, 
buscar o crescimento pessoal


Carolina Romanini
Arquivo Pessoal
Amiga dos felinos
Raissa na África do Sul, onde cuidou de guepardos 
num parque nacional: "A experiência foi muito útil
na faculdade"

No mundo inteiro, o intercâmbio estudantil é uma maneira tradicional de os jovens viajarem para o exterior para aprender um segundo idioma e entrar em contato com outras culturas. Agora, uma variante desse tipo de programa vem se popularizando, inclusive no Brasil – o intercâmbio voluntário. Ele consiste em viajar para outro país não apenas para estudar, mas para engajar-se em atividades filantrópicas ou auxiliar entidades de preservação ambiental. Segundo os estudantes, essa é uma forma de se sentir útil, ajudar o próximo ou colaborar para a saúde do planeta, obtendo como recompensa o crescimento pessoal. De quebra, o voluntariado enriquece o currículo. Nos Estados Unidos e em vários países da Europa, muitas escolas de ensino médio e faculdades exigem que o aluno, para receber o diploma, tenha cumprido um mínimo de horas de trabalho voluntário. Exercer esse trabalho em outro país é mais enriquecedor e divertido. As agências de intercâmbio brasileiras informam que a procura por programas desse tipo cresceu três vezes nos últimos dois anos.
Há duas formas de fazer intercâmbio voluntário. A primeira delas é hospedar-se na casa de uma família e dividir o dia entre o estudo e o voluntariado. Nesse caso, ao contratar o programa por uma agência, pagam-se cerca de 200 dólares por semana. A segunda maneira é hospedar-se na própria instituição em que se trabalha. A maioria das instituições cobra uma taxa para cobrir despesas de hospedagem e alimentação. Muitos governos oferecem bolsa aos alunos interessados em fazer trabalho voluntário em outros países. No caso da Alemanha, a maior quantidade de bolsas desse tipo tem como destino o Brasil. Depois de fazer voluntariado na Dinamarca, cuidando de crianças órfãs, o alemão Maximilian Georgi, de 21 anos, decidiu que gostaria de dar continuidade à experiência, mas num local no qual as pessoas vivessem uma realidade diversa da sua. Escolheu o Brasil, e há três meses trabalha com crianças carentes em Porto Alegre, com um grupo de dezenove colegas, também alemães. "O fato de essas crianças viverem em uma sociedade completamente diferente é muito especial para mim. É um choque de realidade", conta ele. Veronika Rieck, de 19 anos, faz parte do grupo. Com o trabalho no Brasil, ela busca encontrar respostas para o seu futuro. "Saí da Alemanha sem saber que faculdade cursar. Agora sei que quero fazer economia ou turismo", diz Veronika.
Uma pesquisa realizada em abril deste ano por um grupo de agências de turismo americanas e europeias mostrou que o Brasil é o segundo destino favorito para fazer intercâmbio voluntário. O primeiro lugar coube ao Peru, eleito por apresentar os programas mais baratos e, segundo os estudantes, pela peculiaridade de manter vivas as tradições indígenas. A mesma pesquisa revela que as principais expectativas dos adeptos do intercâmbio voluntário são: contribuir para o sucesso do projeto com o qual vão trabalhar (38%), buscar o desenvolvimento pessoal (23%) e viver uma experiência diferente (21%).
A estudante de veterinária paulista Raissa Seabra Bittencourt, de 18 anos, procurou um programa de voluntariado que a ajudasse na profissão que escolheu. Em julho passado, ela foi para a África do Sul trabalhar em um parque nacional daquele país que abriga animais selvagens. Chegou a cuidar de guepardos e outros felinos acidentados. "Notei grande diferença na minha bagagem quando retornei à faculdade", diz Raissa. A gaúcha Carolina Feix Vidal, de 23 anos, viajou para a Nova Zelândia em 2007. Dividiu sua estada de um ano entre dois projetos: no primeiro, trabalhava com adultos portadores de deficiência mental. No segundo, atuava com crianças que sofriam de hiperatividade, tinham histórico de agressão doméstica ou de abuso sexual. "O intercâmbio voluntário serviu para que eu conhecesse novas realidades. Tive de aprender a contar somente comigo", diz Carolina. O intercâmbio voluntário alia as vantagens de um programa convencional desse tipo com boas lições de vida.
Fotos Liane Neves
Choque de realidade
O alemão Maximilian, com crianças carentes de Porto Alegre (à esq.), 
e sua colega de intercâmbio Veronika: em busca de outras culturas


comentário:Há mais ou menos 5 anos atras foi feita uma reportagem sobre um assunto muito interessante que se trata de um intercâmbio diferente do que a gente conhece. Esse se trata de um intercâmbio para ajudar pessoas ou até animais de outros lugares,por exemplo na Africa tem a pobreza,a fome,falta de estudo enfim,então vai ou uma pessoa ou um grupo de pessoas para ajudar esse povo. Eu acho isso um ato muito nobre pois, a pessoa ou as pessoas as vezes viaja(m) metade ou até o mundo inteiro para poder ajudar um povo que precisa e isso é muito bonito. Eu espero que esse ato de bondade tenha continuado até hoje, pois existem pessoas que realmente precisam da nossa ajuda.


BBC
BEM ESTAR 1º BIMESTRE


19/03/2014 12h25 - Atualizado em 19/03/2014 14h18

Falta de sono pode provocar perda de
neurônios,diz pesquisa

Estudo, feito em camundongos, identificou morte de 25% de certas células do cérebro após noites mal dormidas.

Da BBC
Pesquisa, feita em ratos, identificou morte de 25% de certas células do cérebro por falta de sono  (Foto: BBC)Pesquisa, feita em ratos, identificou morte de 25%
de certas células do cérebro por falta de sono
(Foto: BBC)
A falta de sono pode ter consequências mais sérias do que se imaginava, como a perda permanente de neurônios, revela um novo estudo feito por cientistas americanos.
Em camundongos, a falta prolongada de sono levou à morte de 25% de certas células do cérebro, destaca a pesquisa, publicada na revista científica The Journal of Neuroscience.
Cientistas responsáveis pelo estudo acreditam que se o resultado for semelhante em humanos, seria inútil tentar 'compensar' as horas de sono perdidas.
Eles estimam que um dia será possível desenvolver uma droga para proteger o cérebro dos efeitos negativos das noites mal dormidas.
O estudo analisou ratos de laboratório que foram mantidos acordados para replicar a falta de sono tão característica da vida moderna, ora por turnos de trabalho noturnos ou horas demais passadas no escritório.
Análise
Para conduzir a pesquisa, uma equipe de cientistas da Universidade da Escola de Medicina da Pensilvânia estudou certas células do cérebro que mantêm o cérebro alerta.
Dias depois de seguirem um padrão de sono semelhante àquele dos que normalmente trabalham em turnos noturnos - três dias de jornadas noturnas com apenas quatro a cinco horas de sono durante o dia - o camundongos perderam 25% de seus neurônios, em parte do tronco cerebral.
Os pesquisadores dizem que essa é a primeira evidência de que a falta de sono pode levar à morte de células do cérebro.
Eles acrescentam, entretanto, que mais pesquisas são necessárias para descobrir se pessoas que dormem pouco correriam maior risco de dano cerebral permanente.
Segundo uma das responsáveis pela pesquisa, Sigrid Veasey, 'nós temos evidência de que a falta de sono pode levar a uma lesão irreversível'.
'Isso pode ter acontecido em um animal simples, mas indica que nós precisamos pesquisar melhor esse efeito em humanos'.
Ela afirmou que o próximo passo é fazer um exame post-mortem nos cérebros de pessoas que dormiam pouco para buscar indícios de perda de células cerebrais.
A longo prazo, os cientistas acreditam ser possível desenvolver um medicamento para proteger os neurônios, ao estimular a química natural envolvida na recuperação do sono.
Segundo Hugh Piggins, da Universidade de Manchester, o experimento indica o que pode dar errado no cérebro humano a partir do estudo em ratos.
'Os autores traçam paralelos com as pessoas que trabalham em turnos à noite e sugerem como a privação crônica de sono pode afetar negativamente não só a saúde física, mas também mental', disse Piggins.
'Essa hipótese terá de ser, no entanto, testada com mais pesquisas. No entanto, é consistente com muitos relatos médicos sobre a importância dos ciclos de sono para a melhoria do bem estar.'

comentário:Como todo mundo sabe que dormir é uma coisa muito importante para a gente e para a nossa saúde. A média de horas que devemos dormir é de 7 à 8 horas de sono. As pessoas que não fazem isso pode acontecer muito mas do que a gente pensava. As pessoas podem perder seus neurôneos em pouco em pouco e ter um desempenho negativo tanto no trabalho, tanto no colégio. Nós devemos dormir no tempo certo para que a gente tenha tanto uma saúde física mas também mental.

CULTURA 1º BIMESTRE

Criador do bordão ‘Diretas já’, Henfil faria 70 anos esta semana

  • Conhecido por seu traço contestador, cartunista tem a maior parte de sua obra fora das livrarias
MAURÍCIO MEIRELES (EMAIL)
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Atualizado:




Desenho de Henfil Foto: Reprodução




Desenho de Henfil Reprodução
RIO - Era um tal de Deus para cá, diabo para lá. Em noites de tempestade, os Souza todos queimavam a palha benta e se escondiam debaixo da mesa, rezando para não serem castigados com os raios que atingiam Belo Horizonte. Por isso, Henriquinho cresceu com um medo danado dofogo do inferno. Só depois superou aquilo e, no fim das contas, virou um rebelde que fazia piada do assunto. Com o codinome Henfil, abreviação de Henrique de Souza Filho, tornou-se um dos maiores cartunistas do país, conhecido por seu humor endiabrado. Se estivesse vivo, o artista faria 70 anos na próxima quarta-feira.
Um evento no Museu da República, no mesmo dia, às 19h, vai comemorar a data, com debate entre Paulo Betti, Tárik de Souza, Nelson Rodrigues Filho e o chargista do GLOBO, Chico Caruso. Ao mesmo tempo, serão lançadas cinco edições da lendária revista “Fradim”, criada pelo artista, morto em 1988. Um evento até modesto para a fama que Henfil já teve. Com seu humor ácido, politicamente incorreto, ele foi um dos maiores críticos dos problemas do Brasil — especialmente a ditadura. Só que, 26 anos depois de sua morte, apenas uma pequena parte de sua obra está acessível às novas gerações.
Henfil passava tantas horas debruçado sobre sua mesa de desenho que, com 1,70m, acabou com a postura curvada. Acabou também com uma produção tão intensa que seu filho, Ivan Cosenza de Souza, mantém hoje em casa cerca de 15 mil originais guardados. Dessa produção resultaram as edições da “Fradim” e cinco livros lançados pela Geração Editorial. ANova Fronteira tem em catálogo 12 livros infantis sobre o sapo Ivan, personagem que Henfil criou em homenagem ao filho. Já as cinco obras que o artista publicou em vida, pela Record, seguem fora de catálogo. O contrato caducou.
— Às vezes, alguns editores ficam com aquela visão de trabalho datado. Mas a obra dele é muito parecida com a do Quino (argentino criador da Mafalda) — diz Ivan, que há cinco anos criou o Instituto Henfil, pensando em disponibilizar o acervo do pai para consulta, mas reclama que, por falta de apoio, até hoje não conseguiu uma sede.
Sônia Jardim, vice-presidente do Grupo Record, que publicou livros de Henfil, como “Cartas da mãe” e “Henfil na China”, argumenta que seria preciso repensar as edições para relançá-las.
— Eu era superfã do Henfil. Mas, por exemplo, “Diretas já” era muito ligado àquele tempo. Para ser relançado precisaria de um tratamento mais histórico do que comercial — defende.
A dificuldade é que a obra de Henfil se situa numa zona entre o cartum e a charge, diz o pesquisador de linguagens gráficas da UFRJ Octavio Aragão.
— O que define o cartum é a atemporalidade. Um bom cartum é bom em qualquer época ou lugar. Já a charge é mais ligada ao momento de sua publicação. O Henfil habita nesse complicado meio-termo. Mas acho exagero dizer que ele é datado — afirma o pesquisador, que acredita que Henfil seria alvo de processos hoje, por conta do humor politicamente incorreto.
O humor contestador veio da barra pesada na família. Além do medo do pecado, os meninos (Henfil e seus irmãos, o sociólogo Betinho e o compositor Chico Mário) não podiam se machucar, por causa da hemofilia. A casa da infância, em Minas, era toda acolchoada para ninguém correr risco. Risco que o flamenguista ignorava, claro, ao jogar bola com outros moleques. E repetiu sete vezes na escola, para terror dos professores.
Os “fradins” Cumprido e Baixinho foram uma forma de comprar briga com o passado. “Sou sadio porque vendo minhas neuroses nos jornais”, dizia o cartunista, já famoso, brincando que sua graça vinha toda daquela criação repressora — que ele já desafiava quando era menino, sendo sete vezes reprovado na escola.
— Não é fácil ser mineiro, não, sô. Eu acho que o humor dele é um humor cristão. No meio da irreverência do Henfil, é fácil identificar a vontade de gozar dos padres. É uma forma de enfrentar uma verdade avassaladora para ele — afirma Ziraldo, que foi amigo de Henfil nos tempos do “Pasquim”.
“Ele era insuportável!”
Sua obra tornou-se uma forma de rir na cara dos tabus. A coragem de desafiá-los também veio cedo. Sua primeira publicação foi o jornalzinho “W.C.”, que só circulava dentro de casa e trazia notícias de extrema relevância: “Henriquinho está há 12 dias sem tomar banho”.
— Ele era insuportável! — lembra o cartunista Jaguar, também companheiro no “Pasquim”. — Eu bebia demais, era muito doido, saía com Madame Satã. Ele se metia na minha vida, era impressionante! Achava que eu ia me acabar e ficava puto comigo, me dizia para parar. Quando ele me contou o nome dele, eu disse: “Porra, Henfil? Parece um assobio!”
Henfil era implacável em suas críticas, o que lhe rendeu uma série de desafetos. Nos tempos do “Pasquim”, criou o cemitério dos mortos-vivos, casa do Caboco Mamadô, em que enterrava artistas acusados (por ele) de colaborar com a ditadura. Elis Regina foi uma das mais famosas a parar lá. Os dois só fizeram as pazes anos depois, quando ela gravou “O bêbado e a equilibrista”, música de João Bosco e Aldir Blanc que clama pela volta do “irmão do Henfil”, o sociólogo Betinho, exilado pela ditadura.
Seu personagem mais famoso (leia mais ao lado), dos anos 1970, era a Graúna, que vinha acompanhada do cangaceiro Zeferino, do bode Orelana e da onça Glorinha. A turma da caatinga era uma forma de ironizar a indústria da seca, o coronelismo e o “Sul maravilha”. Mesmo analfabeta, a Graúna era sabida como poucos. Já a perseguição da ditadura foi imortalizada com Ubaldo, o Paranoico, que vivia com medo de tudo.
Temporada nos EUA
Henfil ainda ajudou a criar os mascotes das torcidas cariocas, nos anos 1960, no “Jornal dos Sports”. O Flamengo ficou com o Urubu; o Vasco, com o Bacalhau; o Fluminense, com o Pó de Arroz... A maioria dos torcedores usa as imagens até hoje.
Em 1973, a homofilia levou Henfil a buscar tratamento em Nova York. Mas o artista também queria ganhar o mercado americano. Um ano depois, porém, já estava de volta. E muitos viram aí um sinal de fracasso.
— É mentira que ele fracassou. O Henfil foi muito bem-sucedido — diz Ivan Fernandes, filho do cartunista, dramaturgo e tradutor Millôr Fernandes.
Ivan morou com Henfil por seis meses nos EUA e defende que o cartunista se lançou num “suicídio profissional”:
— A cabeça dele pirou porque o tratamento contra a hemofilia não deu certo. Ele começou a fazer tiras violentíssimas, e logo os jornais as cancelaram.
Numa das muitas transfusões de sangue a que se submeteu, Henfil contraiu o HIV. Morreu em 1988, faltando pouco para seu aniversário de 44 anos e sem ver as eleições diretas. Nunca votou para presidente.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/criador-do-bordao-diretas-ja-henfil-faria-70-anos-esta-semana-11476955#ixzz2wpBVZNuo 
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comentário:Na época da ditadura existiu uma sensura muito grande. Durante essa época houve poucas charges que criticavam a política do Brasil. Um dos cartunistas que fazia essas charges era o Henfil. Ele marcou muito a história no Brasil pois qualquer manifestação que se fizesse naquela época trazia o risco de ser preso ou morto. E a anistia fez tudo isto mudar, pois foi a lei que disse que os brasileiros exilados poderiam voltar para casa. Uma música que citava o irmão do Henfil chamada ¨O Bêbado e a Equilibrista¨ se transformou no símbolo da anistia pois falava da esperança de um país melhor.  Tudo que o povo brasileiro sofreu, lutou, demonstrou como o Henfil fez, tudo valeu a pena para que hoje, a gente seja livre para pensar e agir.
21/03/2014 - 17:35

Saúde suplementar

Planos de saúde devem informar avaliação de hospitais e médicos aos clientes

Nova regra da ANS entrou em vigor nesta sexta-feira. Operadora que não divulgar a qualificação dos serviços será multada em 35 000 reais

Planos de saúde: Usuário poderá ter acesso a qualificações dos serviços
Planos de saúde: Usuário poderá ter acesso a qualificações dos serviços (Thinkstock)
Começou a valer nesta sexta-feira a regra da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que obriga as operadoras de planos de saúde a informar índices de qualidade dos seus prestadores de serviço. A partir de agora, os convênios terão que tornar públicos os atributos de médicos, laboratórios, hospitais e outros serviços. As informações deverão estar disponíveis tanto no site da operadora quanto no livro que traz a rede referenciada.
Entre os critérios que serão avaliados estão, no caso dos hospitais, taxa de infecção hospitalar, taxa de mortalidade cirúrgica, acessibilidade à pessoa com deficiência, tempo de espera na urgência e emergência e satisfação do cliente. No caso dos médicos, a operadora deverá informar, por exemplo, se eles têm residência médica ou algum tipo de especialização, e se atendem às normas da Vigilância Sanitária.
Leia também:
ANS suspende vendas de 83 planos de saúde
40% dos planos de saúde têm rede própria de atendimento


As operadoras que não publicarem as informações passadas pelo prestador de serviço levarão multa de 35 000 reais. As empresas serão responsáveis por verificar a veracidade da informação passada pelo prestador. Segundo a ANS, a medida tem como objetivo “ampliar o poder de avaliação e de escolha por parte dos beneficiários, destacar os atributos que diferenciam os prestadores e ainda estimular a adesão destes profissionais e estabelecimentos de saúde a programas que melhorem seus desempenhos e os qualifiquem”.


comentário: No Brasil está tendo nos hospitais vários problemas como atendimento,falta de vagas,longas filas enfim, nos hospitais nem tudo que é prometido e diz que vai ser feito realmente é feito. No Brasil estamos com vários hospitais sem o básico e assim nada vai melhorar. Nosso país precisa de mais médicos,melhores planos de saúde. Eu espero que tudo isso melhore, pois nosso paíz esta cheio de problemas, seria bom se livrar de um deles.